domingo, 6 de julho de 2008

O meu muro de Berlim

Não me crucifique com as suas críticas
E não me critique por suas cruzes
Realmente acho que mentir pode ser saída
Uso mesmo a mentira e espero que ela me use
Para que a verdade não abuse de seu poder
De ser letal por só ser
Gente é que, ás vezes, não é

Seja humano, seja ser sem um plano
Quando eu subir as escadas pra te encontrar
E ao me dizeres que não vai sair
Vendo uma lágrima brotar
Desvie o olhar
Não olhe ela cair
Espera eu te falar, disponha-se a acreditar
que não se trata de amor e, sim,
de alergia de flor

Quem vai me proteger, diante de você?
Quem vai me desviar, da mira do seu olhar?
Somente o escudo de minhas palavras
Que refletem e onde sua evasiva bate e volta
Como ondas que quebram e retornam pro meio do mar
Sem sofrer e sem chorar
Magicamente, porém, nem sempre
Minha palavra
Só mente

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