segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Estado de espírito

Porque me recriminar, me olhando assim
Só por me comportar como se essa agonia
Fosse tudo o que restasse para mim?
Você não sabe de nada, você não sabe de nada
E quando te vejo caminhar, como se as ruas fossem mais macias
É como se brilhasse outro sol num mesmo dia
Enchendo essas mesmas ruas da mais tola alegria
E eu não sei de mais nada, não sei de mais nada
Mas saber não é nada mais do que abrir mão
Abandonando muitas e interessantes possibilidades
Então, que o nosso lugar seja a felicidade
E que tudo caiba em nosso coração
Se a certeza insistir, fecharemos a porta
Não vamos entrar nessa de escolher

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Cantiga

Bom dia, meu amor!
Espero com ardor que não me odeie ainda
Eu acordei assim
Tão inspirado enfim mas sem encontrar rima
Queria te levar
Sair pra passear em busca de carinho
Queria te abraçar
Só para descontar ter dormido sozinho
Sonhei a noite inteira
Como por brincadeira com um encontro casual
Certa felicidade
Estar em sua cidade, tirar fotos e lual
Mas acabado o sonho
Já não suponho nada ao certo para te procurar
Rascunho essa cantiga
E cada palavra abriga um desejo de te olhar

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Meu caso

Toda paixão te chega num instante
Violenta e pulsante, como um furacão
Mesmo que tenha a certeza do mundo acabar ali
Você dorme e acorda percebendo que não
Mas aquela certeza de morte não te abandona
E você fica a esperar
Pelo veneno ou remédio pra aquilo acabar

Existe o meu caso no acaso dessa coisa de paixão
Nisso, também perco muitas noites de sono
Porque quando sinto palpitar meu coração
Essa minha paixão, simplesmente abandono
Mas nem por isso deixo de entristecer ou chorar
Tirando o que quero de perto
Nunca vou descobrir se iria dar certo

Quero mesmo me curar
Parar de construir torres e montros
Esperando alguém pra salvar
Descobrir que não é real o perigo dos desencontros
Estar assim, estar aqui e estar agora
Só e feliz
Não desejando e esperando o amor que quis