Falo que não espero mas ainda estou no cais
Rezando em silêncio pro mar te trazer pra mim
Dizem que o que as ondas levam não retorna jamais
Minha fé, porém, não se importa e pede mesmo assim
Pois seus braços foram feitos de tão fortes
Só pra ficar enrolados em volta do corpo meu
E seus olhos de horizontes podem estar azulejados
Salgados, só choram quando me dizem adeus...
Moreno sei que você é do mar, de Janaína, de Iêmanjá
Sei também que você é meu
É tão dela que mal chega e já volta saindo pra pescar
E tão meu que o coração me prometeu
Então se o vento na vela soparar, reza também pra não demorar
Que estou te esperando na areia mesmo se você não voltar
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
A igreja assiste o sol se por nas montanhas
Ele vai se deitar pra dormir, o mundo vai imitar
Mas a igreja só olha ficando acordada a noite toda
Ainda estará quando o sol se levantar
Assim também é quem tem um amor
A eterna vigília do querer bem
Enquanto um dormi tranquilo, na rotina
Outro, sem querer consciente, acordado se mantém
Tentando fazer tudo simplesmente funcionar
Para a hora feliz de seu bem acordar...
Ele vai se deitar pra dormir, o mundo vai imitar
Mas a igreja só olha ficando acordada a noite toda
Ainda estará quando o sol se levantar
Assim também é quem tem um amor
A eterna vigília do querer bem
Enquanto um dormi tranquilo, na rotina
Outro, sem querer consciente, acordado se mantém
Tentando fazer tudo simplesmente funcionar
Para a hora feliz de seu bem acordar...
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Intimação
Meu nego diz que anda cansado do batuque
Talvez não seja nada disso
Talvez seja só um truque
Mas meu coração é de boa, voa atoa
Por isso, não tenho medo de que se machuque
Porém quero cantar pra ele todas essas coisas
Coisas que eu nem sei bem lá o que...
Deixa de falar mentiras
Deixa de dizer verdades
Mergulha de vez no meu corpo que é o seu poço de calamidades
Meu nego fica invisivel sob a luz desses "sois"
Talvez seja assim pra todo o mundo
Talvez seja só entre nós
Mas minhas mãos procuram e sem apertar seguram
Por isso, esquento com ternura os meus lençois
Porém espero que ele saiba de todas essas coisas
Coisas que não sejam impossíveis de saber...
Deixa de falar mentiras
Deixa de dizer verdades
Mergulha de vez no meu corpo que é o seu poço de calamidades
Meu nego sorri com doces palavras entre os dentes
Talvez a doçura esteja nos ouvidos meus
Talvez esteja nos ouvidos de toda gente
Mas gosto de pensar que são pra me seduzir, fazer luzir
Por isso, sempre permito que me deixem contente
Porém desejo sentir no corpo todas essas coisas
Coisas prováveis ou pouco prováveis de fazer...
Deixa de falar mentiras
Deixa de dizer verdades
Mergulha de vez no meu corpo que é o seu poço de calamidades
Talvez não seja nada disso
Talvez seja só um truque
Mas meu coração é de boa, voa atoa
Por isso, não tenho medo de que se machuque
Porém quero cantar pra ele todas essas coisas
Coisas que eu nem sei bem lá o que...
Deixa de falar mentiras
Deixa de dizer verdades
Mergulha de vez no meu corpo que é o seu poço de calamidades
Meu nego fica invisivel sob a luz desses "sois"
Talvez seja assim pra todo o mundo
Talvez seja só entre nós
Mas minhas mãos procuram e sem apertar seguram
Por isso, esquento com ternura os meus lençois
Porém espero que ele saiba de todas essas coisas
Coisas que não sejam impossíveis de saber...
Deixa de falar mentiras
Deixa de dizer verdades
Mergulha de vez no meu corpo que é o seu poço de calamidades
Meu nego sorri com doces palavras entre os dentes
Talvez a doçura esteja nos ouvidos meus
Talvez esteja nos ouvidos de toda gente
Mas gosto de pensar que são pra me seduzir, fazer luzir
Por isso, sempre permito que me deixem contente
Porém desejo sentir no corpo todas essas coisas
Coisas prováveis ou pouco prováveis de fazer...
Deixa de falar mentiras
Deixa de dizer verdades
Mergulha de vez no meu corpo que é o seu poço de calamidades
sábado, 8 de agosto de 2009
Feitiço
Passei a tarde colhendo flores
Vestindo cada um dos perfumes
Imaginando mil e um amores
Zombando de seus costumes
Quando encontrei os seus olhos
Guardei-os em minha alma
Mal sabia que ali trocava
Sentimentos secretos por minha calma
Não mais colher as tais flores
Nem ter vontade de cheirar
Vivo agora zombando de amores
Virou costume imaginar
Acho que é feitiço
E quem me jogou foi aquele mestiço
Passou e deixou a alma em rebuliço
Coração deu enguiço
Precisa concertar
Vem aqui seu mestiço!
Não faça mais isso...
Ou me tira o feitiço
Ou me leva pra amar
Vestindo cada um dos perfumes
Imaginando mil e um amores
Zombando de seus costumes
Quando encontrei os seus olhos
Guardei-os em minha alma
Mal sabia que ali trocava
Sentimentos secretos por minha calma
Não mais colher as tais flores
Nem ter vontade de cheirar
Vivo agora zombando de amores
Virou costume imaginar
Acho que é feitiço
E quem me jogou foi aquele mestiço
Passou e deixou a alma em rebuliço
Coração deu enguiço
Precisa concertar
Vem aqui seu mestiço!
Não faça mais isso...
Ou me tira o feitiço
Ou me leva pra amar
Pensar em você é um vício
Que já não consigo conter
Por isso, ás vezes te ligo
E só então percebo que nada tenho pra dizer
É claro que pareço um bobo
Com reações de adolescente
Mas tudo o que quero é pouco
Se comparado ao desejo de te ter na minha frente
Esses versos tão pobres
São os mais sinceros que posso
E estão tão carregados de verdade
Assim, do jeito que gosto
Será que um dia desses
Chegará a se sentir assim?
Cometendo as bobagens mais simples
Para manifestar uma gastura sem fim?
Será que quando esse dia chegar
Você me encontrará atônito
Totalmente perplexo por encontrar
A cura do amor platônico?
Nunca mais irá ouvir a minha respiração
Ofegando a te ouvir
Antes de cair a ligação
Nunca mais estarei esperando
Qualquer palavra sua
Ou louco estarei suspirando
Olhando para aquela lua
Nunca mais terei os sonhos
Que realmente gostaria de viver
E eu serei apenas eu cá
Sem pretenções quanto ao lá de você
Nunca mais estará nos versos
Ou em minha inspiração
Será que preferes assim
Ou será que não?
Que já não consigo conter
Por isso, ás vezes te ligo
E só então percebo que nada tenho pra dizer
É claro que pareço um bobo
Com reações de adolescente
Mas tudo o que quero é pouco
Se comparado ao desejo de te ter na minha frente
Esses versos tão pobres
São os mais sinceros que posso
E estão tão carregados de verdade
Assim, do jeito que gosto
Será que um dia desses
Chegará a se sentir assim?
Cometendo as bobagens mais simples
Para manifestar uma gastura sem fim?
Será que quando esse dia chegar
Você me encontrará atônito
Totalmente perplexo por encontrar
A cura do amor platônico?
Nunca mais irá ouvir a minha respiração
Ofegando a te ouvir
Antes de cair a ligação
Nunca mais estarei esperando
Qualquer palavra sua
Ou louco estarei suspirando
Olhando para aquela lua
Nunca mais terei os sonhos
Que realmente gostaria de viver
E eu serei apenas eu cá
Sem pretenções quanto ao lá de você
Nunca mais estará nos versos
Ou em minha inspiração
Será que preferes assim
Ou será que não?
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