Sonhando acordado com uma corrida de sapatos altos
Correndo no asfalto, entre os carros
A chuva molha o meu cabelo e elas não me olham
A gente disputa a calçada mas nossos braços não se encostam
Quando chegar em casa, tomar um banho
Pentear, secar perfumar pelos que não me esperam
Ver T.V. enquanto como, não te ter enquanto amo
Mais uma vez tudo está cinza
Acendo um cigarro e a fumaça acena compactuando
As ruas são como quase rios
As janelas parecem com o vidro do aquário
E como peixes, pessoas vão nadando
Um verbo pra descrever quando não se faz nada do que deveria
Ouço a canção de ninar do vento
Mas a insõnia está na cabeceira da cama
Sorrindo e dizendo que não é o momento
Momento esperado pelo corpo cansado
Sorrio de volta, sem temer ou injuriar
Tem leite na geladeira pra esquentar
Leite quente conforta, uma quase calma
Efeito placebo pra alma
Que bom poder se enganar
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Argumentação Alfabética
Veja como é a vida, meu bem....
Um F ás vezes fode, mas se ele fosse um P
De repente, pode
Um F até pode morrer de tanto escrever fome
E se ele se transformasse num C
Descreveria á quem come
Acho que nem é de bom tom dirigir-lhe essa fala
Que nessa de ser C, ele pra sempre se cala
Sendo que na onda do P, ele vai dar é "pala"!
Pois sente que F é o que sabe ser e fazer
Muito além do P do prório prazer
E do C, que nem sabe o que agora dizer...
Pessoas e letras tem suas limitações
Seja vivendo, amando ou escrevendo canções
Disso não se pode fugir e nem ao menos negar
Tão logo eu descobri, vim, meu amor, te contar!
Um F ás vezes fode, mas se ele fosse um P
De repente, pode
Um F até pode morrer de tanto escrever fome
E se ele se transformasse num C
Descreveria á quem come
Acho que nem é de bom tom dirigir-lhe essa fala
Que nessa de ser C, ele pra sempre se cala
Sendo que na onda do P, ele vai dar é "pala"!
Pois sente que F é o que sabe ser e fazer
Muito além do P do prório prazer
E do C, que nem sabe o que agora dizer...
Pessoas e letras tem suas limitações
Seja vivendo, amando ou escrevendo canções
Disso não se pode fugir e nem ao menos negar
Tão logo eu descobri, vim, meu amor, te contar!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
À magnífica rosa
À magnifica rosa que me trazes entre os dentes
Minha mais profunda ternura e mel
Que o perfume da rosa não compactua
Nem tão pouco renega o hálito da boca que a carrega
Que a rosa, mesmo vermelha, entende de blues
Para ela, meu respeito despudorado e meu desejo
Sobre a maciez e beleza de suas pétalas encarnadas
Não sangrentas, nem lastimosas
Apenas a beleza mais charmosa, sem tristeza de ser
Rosas não choram, nem diante da própria morte
Por um amor que não é seu...
Não amar não lhe deu sorte
Nessa noite que me vem, assassino
Depois de violentar jardins
Eu sinto muito e sinto agora que não é chegada a nossa hora
Em nome do sacrifício da rosa
Mais uma dança, mais uma transa
E isso não parece, numa primeira olhada, uma coisa demais
Minha mais profunda ternura e mel
Que o perfume da rosa não compactua
Nem tão pouco renega o hálito da boca que a carrega
Que a rosa, mesmo vermelha, entende de blues
Para ela, meu respeito despudorado e meu desejo
Sobre a maciez e beleza de suas pétalas encarnadas
Não sangrentas, nem lastimosas
Apenas a beleza mais charmosa, sem tristeza de ser
Rosas não choram, nem diante da própria morte
Por um amor que não é seu...
Não amar não lhe deu sorte
Nessa noite que me vem, assassino
Depois de violentar jardins
Eu sinto muito e sinto agora que não é chegada a nossa hora
Em nome do sacrifício da rosa
Mais uma dança, mais uma transa
E isso não parece, numa primeira olhada, uma coisa demais
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Quando se resolve correr atrás da bola
João chuta a bola e corre atrás dela
Desde o primeiro tempo e do meio campo
Ele quer o gol
Pé pra chutar, perna pra correr
Fé para sonhar e respiração pra conseguir
Ele quer o gol
Amigos para marcar os outros
Amigos que vão contigo ou que ficam pra ele seguir
Ele quer o gol
Qualquer coisa, ele fica pra marcar...
Que mesmo não sendo por ele mesmo
Ele quer o gol
Na arquibancada vibram pessoas e pompons
As meninas gritam em variados tons
Ele quer o gol
Mas não importa muito se ele sai ou não
Se querer faz da vida um show
Quando se resolve correr atrás da bola
Suar, superar, pensar e fazer
Ás vezes se cai e se esfola
Mas a alma brilha
Sob fashes e olhares
E dá vontade de gritar: " Que maravilha!"
Se maravilhar e maravilhar milhares
Desde o primeiro tempo e do meio campo
Ele quer o gol
Pé pra chutar, perna pra correr
Fé para sonhar e respiração pra conseguir
Ele quer o gol
Amigos para marcar os outros
Amigos que vão contigo ou que ficam pra ele seguir
Ele quer o gol
Qualquer coisa, ele fica pra marcar...
Que mesmo não sendo por ele mesmo
Ele quer o gol
Na arquibancada vibram pessoas e pompons
As meninas gritam em variados tons
Ele quer o gol
Mas não importa muito se ele sai ou não
Se querer faz da vida um show
Quando se resolve correr atrás da bola
Suar, superar, pensar e fazer
Ás vezes se cai e se esfola
Mas a alma brilha
Sob fashes e olhares
E dá vontade de gritar: " Que maravilha!"
Se maravilhar e maravilhar milhares
Acordando
Havia sol, luz, sombra e cor mas eu não via
Assim como todo aquele perfume da estação em flores que não cheirava
Temperatura e textura das coisas que não tocava
As vozes que me chamavam e eu não escutava
O amor que eu sentia me deu sentidos artificiais
Pra que o mundo não me tivesse e me desse pra você
Mas o tempo não é nosso por tempo demais
Mesmo em casos de impérios como o de Roma
E num belo dia, como todo dia que é dia
Acordei do estado permanete de coma
Tão pronta pra sair pelo mundo
Te deixar e impedir que isso que não soube nomear ou medir
De repente e novamente me coma
Saio cantando que ainda é tarde ou cedo pra chorar
Disposta a me apaixonar...
Assim como todo aquele perfume da estação em flores que não cheirava
Temperatura e textura das coisas que não tocava
As vozes que me chamavam e eu não escutava
O amor que eu sentia me deu sentidos artificiais
Pra que o mundo não me tivesse e me desse pra você
Mas o tempo não é nosso por tempo demais
Mesmo em casos de impérios como o de Roma
E num belo dia, como todo dia que é dia
Acordei do estado permanete de coma
Tão pronta pra sair pelo mundo
Te deixar e impedir que isso que não soube nomear ou medir
De repente e novamente me coma
Saio cantando que ainda é tarde ou cedo pra chorar
Disposta a me apaixonar...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Nice to meet the road
Mete o pé no acelerador
Leva o motor até o limite
Já esqueceu de onde veio
Não sabe ao certo onde vai
Mas o volante não deixa que duvide
Vai, vai e vai
Veloz como um raio
Feroz como um trovão
Leva a estrada pro meio do nada e sai
Será que percebeu
Que o seu caminho é minha veia
E que minha veia sou eu?
Na verdade, muito prazer
Venha apertar a mão de quem ganhou e perdeu
De quem se corrompeu
Com sua partida e chegada
De quem se deixou habitar
E quis ser apenas um bom lugar
Sem questionar ou julgar a sua jornada
Toca o blues da noite
Que o vento é o açoite dos cabelos
Não se houve nada, nada
De murmurios e apelos
Que aqui ninguém quer se perdoar
Aqui não se tem contas pra pagar
Leva o motor até o limite
Já esqueceu de onde veio
Não sabe ao certo onde vai
Mas o volante não deixa que duvide
Vai, vai e vai
Veloz como um raio
Feroz como um trovão
Leva a estrada pro meio do nada e sai
Será que percebeu
Que o seu caminho é minha veia
E que minha veia sou eu?
Na verdade, muito prazer
Venha apertar a mão de quem ganhou e perdeu
De quem se corrompeu
Com sua partida e chegada
De quem se deixou habitar
E quis ser apenas um bom lugar
Sem questionar ou julgar a sua jornada
Toca o blues da noite
Que o vento é o açoite dos cabelos
Não se houve nada, nada
De murmurios e apelos
Que aqui ninguém quer se perdoar
Aqui não se tem contas pra pagar
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Sobre poemas de amor
O lado bom dos poemas de amor
São coisas como a beleza de uma flor
Você olha e quase não acredita
Ela é bonita demais
E os olhos do ser amado
São como dois lagos, ocenos, rios, manaciais
Largos, estreitos, profundos e rasos
Sempre cheios de ternura e paz
Porque a vida fica bem melhor
A gente sempre se sai bem
Como se já soubesse de cor
Nem se desconfia do momento que se aproxima
Á um ponto de rasgar toda a fantasia
Beber e comer, degustar tudo com igual heresia
A gente ingeri do mel ao féu
Vamos do inferno ao céu
Com a mesma urgência e rapidez
Quando enfim parece chegada a cura
A cabeça vai á loucura
Querendo amar outra vez
O lado bom dos poemas de amor
É que toda rima parece mais nobre
Pouco importa se rima com dor
Nem se espanta com o ardor que a encobre
Mas quem não ama parece sempre tão pobre
Ignorante, porém mais feliz
E amor se torna cada vez mais necessidade
Tanto que nem se lembra porque tanto se quis
Caminhar no sombrio de um triz
Ainda assim prosseguir
Ser justo, sincero e verdadeiro
Até quando ou se mentir
O lado bom dos poemas de amor
É a ampla, larga e quase infinita licença poética
Cada verso pulsa feito veia e interpreta como um ator
Com a força de tudo o que existe
Muito além de alegre ou triste
Ultrapassa a estética e desafia a ética
São tantas canções e tantas estações
Verdadeiras multidões
Que levam em suas mãos, como estandarte
Os próprios corações
Acelerando sem saber a direção
São coisas como a beleza de uma flor
Você olha e quase não acredita
Ela é bonita demais
E os olhos do ser amado
São como dois lagos, ocenos, rios, manaciais
Largos, estreitos, profundos e rasos
Sempre cheios de ternura e paz
Porque a vida fica bem melhor
A gente sempre se sai bem
Como se já soubesse de cor
Nem se desconfia do momento que se aproxima
Á um ponto de rasgar toda a fantasia
Beber e comer, degustar tudo com igual heresia
A gente ingeri do mel ao féu
Vamos do inferno ao céu
Com a mesma urgência e rapidez
Quando enfim parece chegada a cura
A cabeça vai á loucura
Querendo amar outra vez
O lado bom dos poemas de amor
É que toda rima parece mais nobre
Pouco importa se rima com dor
Nem se espanta com o ardor que a encobre
Mas quem não ama parece sempre tão pobre
Ignorante, porém mais feliz
E amor se torna cada vez mais necessidade
Tanto que nem se lembra porque tanto se quis
Caminhar no sombrio de um triz
Ainda assim prosseguir
Ser justo, sincero e verdadeiro
Até quando ou se mentir
O lado bom dos poemas de amor
É a ampla, larga e quase infinita licença poética
Cada verso pulsa feito veia e interpreta como um ator
Com a força de tudo o que existe
Muito além de alegre ou triste
Ultrapassa a estética e desafia a ética
São tantas canções e tantas estações
Verdadeiras multidões
Que levam em suas mãos, como estandarte
Os próprios corações
Acelerando sem saber a direção
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Oração noturna de menina moça
Sonho feito de nuvem
Que o vento sopra pra lá
Dê a volta pelo mundo
Volte logo para cá
Senta na minha cabeça
Segreda ao meu coração
Que diante da tormenta do mundo
Nada há de confuso no meu turbilhão
Diz que é possível ficar bem
Sorrir e comer pipoca
Sem morrer ou pagar vintém
Diz que existe alguém
Lá no meio do Pacífico Sul
Olhando pra noite
Abstraindo do azul
Uma suplica entregue pra lua
Feita com muito ardor
Alguém que se sente estrela
E faz pro céu pedido de amor
Que anda sozinho
Que encontra e abraça todos pelo caminho
Que o vento sopra pra lá
Dê a volta pelo mundo
Volte logo para cá
Senta na minha cabeça
Segreda ao meu coração
Que diante da tormenta do mundo
Nada há de confuso no meu turbilhão
Diz que é possível ficar bem
Sorrir e comer pipoca
Sem morrer ou pagar vintém
Diz que existe alguém
Lá no meio do Pacífico Sul
Olhando pra noite
Abstraindo do azul
Uma suplica entregue pra lua
Feita com muito ardor
Alguém que se sente estrela
E faz pro céu pedido de amor
Que anda sozinho
Que encontra e abraça todos pelo caminho
Rima predestinada
Hoje a noite não cai
Enquanto você não der o último trago
Batendo a porta sem olhar pro estrago
Que fica em tudo que fica quando você sai
Mas amanhã o sol vai
Abrir o dia sem pedir-nos licença
Fingir oferecer algum tipo de recompensa
Brilhar por brilhar, daqui até o Paraguai
E nada que cabe num ai
Será dito ou escrito por mero acaso
Porque em coincidência não existe atraso
Isso nos atrai, nos distrai
Pra não se sentir doer tanto
Á ponto de causar geral espanto
Ou renegar a nossa carne que contrai
De repente nos trai
Mesmo assim te dei carnaval
Com direito á confeti de folha de jornal
Realidade rasgada e me diz: "Bye, bye!"
Tudo em um minuto
Cai, sai, vai
Paraguai, ai, distrai
Contrai, trai
Bye, bye
Vou fazendo a retrospectiva
Noturna e nociva
Nem sei mais se amanhece
Nessa ordem em que acontece
Tudo cai
Sai e vai para o Paraguai
Ai...
Se meu coração contrai
Se entrega e me trai
Enquanto me diz: "Bye, bye!"
Enquanto você não der o último trago
Batendo a porta sem olhar pro estrago
Que fica em tudo que fica quando você sai
Mas amanhã o sol vai
Abrir o dia sem pedir-nos licença
Fingir oferecer algum tipo de recompensa
Brilhar por brilhar, daqui até o Paraguai
E nada que cabe num ai
Será dito ou escrito por mero acaso
Porque em coincidência não existe atraso
Isso nos atrai, nos distrai
Pra não se sentir doer tanto
Á ponto de causar geral espanto
Ou renegar a nossa carne que contrai
De repente nos trai
Mesmo assim te dei carnaval
Com direito á confeti de folha de jornal
Realidade rasgada e me diz: "Bye, bye!"
Tudo em um minuto
Cai, sai, vai
Paraguai, ai, distrai
Contrai, trai
Bye, bye
Vou fazendo a retrospectiva
Noturna e nociva
Nem sei mais se amanhece
Nessa ordem em que acontece
Tudo cai
Sai e vai para o Paraguai
Ai...
Se meu coração contrai
Se entrega e me trai
Enquanto me diz: "Bye, bye!"
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