domingo, 24 de fevereiro de 2008

À magnífica rosa

À magnifica rosa que me trazes entre os dentes
Minha mais profunda ternura e mel
Que o perfume da rosa não compactua
Nem tão pouco renega o hálito da boca que a carrega
Que a rosa, mesmo vermelha, entende de blues
Para ela, meu respeito despudorado e meu desejo
Sobre a maciez e beleza de suas pétalas encarnadas
Não sangrentas, nem lastimosas
Apenas a beleza mais charmosa, sem tristeza de ser
Rosas não choram, nem diante da própria morte
Por um amor que não é seu...
Não amar não lhe deu sorte
Nessa noite que me vem, assassino
Depois de violentar jardins
Eu sinto muito e sinto agora que não é chegada a nossa hora
Em nome do sacrifício da rosa
Mais uma dança, mais uma transa
E isso não parece, numa primeira olhada, uma coisa demais

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