quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nice girl , nice guy...

Caminhando com um salto quinze
Passos firmes e sutis
Nem todas as calçadas são boas
Ruas de tédio latente, ruas de delírios febris
O importante não é saber onde vai chegar
Passa com o mundo no abdomen
Crescendo-lhe e multiplicando
Suga, chuta, pesa, preocupa, implode
Para fazer sentir completo e feliz
Pode ser que os outros nem notem
Na verdade, importa muito essa maneira
Discreta ou indiscreta de mexer os quadris
Me pego querendo que venha sentir
Pegar esse ritmo
Ou a falta de ritmo
Não importa exatamente o que vai pegar
Meu doce garoto quase imaginário
Vamos nos meter numa grande confusão
Você me querendo aos seus pés
Eu te colocando na palma da mão
Sou sua... doce garota quase moça do sonho
Andando sempre em sua direção
Mas como nunca sei pra onde está indo
Procuro não levantar hipoteses sobre a questão
Me toma, me doma, monta e monta e monta
Me pega pela mão

terça-feira, 21 de abril de 2009

Sobre quando você vem....

Vem a tarde depois do dia todo
Vem a chuva depois das nuvens carregadas
Vem a ressaca depois da tempestade no mar
Vem o amanhã e o depois de amanhã
Basta o hoje passar
E quando será que você vem?
Vem depois de uma ou duas horas
Vem depois de se arrumar
Vem no proximo trem
De qualquer forma o trem vai passar
E quanto mais vou esperar?
Sempre um será que será
O que quer muito ser somente o que ali está

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Te quero

Sente meu coração bater
Na palma da sua mão aberta
No meu peito nu
E o desejo aperta

Cola seu ouvido
Se concentra na minha respiração
Reclinando-se sobre mim
E aumenta a pulsação

Te quero aqui
Te quero ali
Te quero lá também
Meu corpo todo diz: Amém!

Entrelaça suas pernas
Como para que medir as minhas
Até que fique dificil saber
E vamos perder a linha

Por fim seus labios nos meus
Sem espaço pra nada
Não dizem olá nem adeus
Ao longo da madrugada

Esse meu nêgo

Quero porque te adoro
Te adoro porque...
Sei não
E sei não
Te adoro porque quero
Quero porque...
Sei sim
Você me olha assim
Eu pego fogo
Esse fogo que me pega
Também olha assim
Pra você
Te convida pra dançar
Pega na sua mão
tentando te queimar
De repente, sou cinza
Mas penso que sou pluma
Repouso no seu corpo
Na segunda, na terça
na quarta, na quinta
ou na sexta parte
Desse secreto coração
Eterno coração
Infinito coração
Com um tempo todo de duração
Pra eu sempre sonhar
E gozar...
Toda alegria, todo marasmo
toda sangria, todo espasmo
Vira para mim e sorria
Simples, fácil
É esse meu nêgo
A quem sempre me dou
e sempre me nego
Até que ele me toma
Me doma e eu
Me intrego

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A menina que não roubava livros

Sabe o que é, digo assim
Até mar de rosas tem tempestade
E a cidade ás vezes é grande demais
Mas fica pequena pra mim
Todas as ruas parecem iguais
Vão dar sempre em lugar nenhum
Se me sento no ônibus
Pela janela tudo me atravessa
De repente, dou o sinal
Mesmo parecendo perdida
Quem senta no assento ao lado sabe
Isso sem problema algum
Hoje eu conheci no espelho
Alguém que a solidão abandonou
Não reconheço não
Só sei que ele não está
Nem me responde mais
E essa suposta paz é só
Mais uma contradição
Quando a lua chega, penso no céu
Assim tudo começa a clarear
Grandes distâncias imperceptíveis
Corpos invísiveis
Coisas que não existem mais e parecem estar lá
Danço no silêncio dessa noite
O outono me açoita em vendaval
Sol sempre vem...
Corpo funcionando em mecanicidade pura
Eterna é presente, passado e futuro
Essa sede expressa de aventura