Quero que você seja, mesmo que seja brincadeira
O amor que ainda não tive
Eu que tanto me detive
Só desejo mar para encher a vista
Vento para amortecer o corpo
Na deliciosa derrocada derradeira
Quando vejo estes anjos, se movendo ao redor
Evito a tentação de rezar
Eu que quero me deixar devorar
Não posso evitar a escolha da boca
O olhar que vai até a fissura dos dentes
A mania de já quase saber a história de cor
Quem dera mesmo ser um peixe e ser da mais boa bisca
Daquela que queira caçar
Com artimanhas de sorte e de azar
Uma pequena grande obssessão
Merecedora da arte de sua sedução
Cedendo a tentação, mordendo o anzol
Pela fome e vontade de comer que desperta com a sua isca
segunda-feira, 28 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
O meu muro de Berlim
Não me crucifique com as suas críticas
E não me critique por suas cruzes
Realmente acho que mentir pode ser saída
Uso mesmo a mentira e espero que ela me use
Para que a verdade não abuse de seu poder
De ser letal por só ser
Gente é que, ás vezes, não é
Seja humano, seja ser sem um plano
Quando eu subir as escadas pra te encontrar
E ao me dizeres que não vai sair
Vendo uma lágrima brotar
Desvie o olhar
Não olhe ela cair
Espera eu te falar, disponha-se a acreditar
que não se trata de amor e, sim,
de alergia de flor
Quem vai me proteger, diante de você?
Quem vai me desviar, da mira do seu olhar?
Somente o escudo de minhas palavras
Que refletem e onde sua evasiva bate e volta
Como ondas que quebram e retornam pro meio do mar
Sem sofrer e sem chorar
Magicamente, porém, nem sempre
Minha palavra
Só mente
E não me critique por suas cruzes
Realmente acho que mentir pode ser saída
Uso mesmo a mentira e espero que ela me use
Para que a verdade não abuse de seu poder
De ser letal por só ser
Gente é que, ás vezes, não é
Seja humano, seja ser sem um plano
Quando eu subir as escadas pra te encontrar
E ao me dizeres que não vai sair
Vendo uma lágrima brotar
Desvie o olhar
Não olhe ela cair
Espera eu te falar, disponha-se a acreditar
que não se trata de amor e, sim,
de alergia de flor
Quem vai me proteger, diante de você?
Quem vai me desviar, da mira do seu olhar?
Somente o escudo de minhas palavras
Que refletem e onde sua evasiva bate e volta
Como ondas que quebram e retornam pro meio do mar
Sem sofrer e sem chorar
Magicamente, porém, nem sempre
Minha palavra
Só mente
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