sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Vem minha tristeza

Vem minha tristeza sorrateira
Se misturando à escuridão
Mostra tua face verdadeira
Pega e me leva pela mão
Acaricia esse meu erro
Livrai ele da dita solidão
Daqueles que erram pela beira
Sem poder declarar a intenção

Vem declarando a alforria
Perante os que se acham perfeição
Aos desastrados navegantes
Demonstra sua compaixão
Faz da madrugada insone e fria
A cama, o lençol e o colchão
Daqueles que erram com a alma vazia
Sem o aconchego ou compreensão

Balada da espera

Esperei o sol, esperei a lua
Esperei o mar, esperei a chuva
O céu estava lá
Tinha também o chão
Era de se esperar
Não seria em vão
Disse que dizem que diz
Que um dia, quem sabe um dia
Serei feliz...
Esperei você, esperei te ter
Esperei te amar, esperei perder
Eu estava lá
Tive minha razão
Não era de esperar
E seria em vão
Dizem que dizem que diz
Que um dia, quem sabe um dia
Serei feliz...