terça-feira, 20 de novembro de 2007

Vício



Sai daqui
Da sala
Do quarto
Da cama
Do porta retrato
Sai de cena
Da minha boca
Do meu corpo
De minha cabeça
De-sa-pa-re-ça
Saiba que eu não presto
Confesso
Pode publicar no seu manifesto
Que eu te amo
Esperando tu se manifestar
Para além de sua indiferença
Que não sei se adoro ou detesto
Te testo
No meu próprio corpo
Como um cientista louco
Tentado fazer isso dar certo
E á cada efeito colateral
Me envenena
Tão visceral
Meu essencial
Já sente sua falta
Corto, então, na própria carne
Essa carne que ao te atrair
Te exalta e me trai
Imploro...
Sai!
Desejando secretamente
Que me escolha para morar
Tentando discretamente
Ser o que lhe distrai
Impedindo que vá
Antes que eu saiba
Pra onde vai

Nenhum comentário: