Deitada estou contando as estrelas
Essa é minha maneira de tê-las
Sem jamais poder toca-las
De vez enquando abraço o travesseiro
Essa é a minha maneira de tê-lo
E também de me tocar
Encontro um pensamento para confortar
Invento algo que desmistifica a solidão
E tento entender o seu sim mesmo quando me diz não
Assim antes do sono chegar
Me pego sonhando de olhos abertos
Relembro o momento certo
De cada erro me pegar...
É quando me vejo assim pular
Sorrindo com o peito aberto
Diante de momento tão incerto
Nem o medo me pode segurar
E quando se despedaça na realidade dura
Meu coração é absorvido pelo chão
Segue sem absolvição
Da consciência tomada pela amargura
Imploro em silêncio pelo seu beijo
Que é doce feito rapadura
Mas parece que seus lábios me evitam
Só pra aumentar minha tortura
Ainda assim procuro seus olhos
Mas eles parecem buscar outra paisagem
Logo deduzo que querem me dizer adeus
Ou eu simplesmente não entendo a mensagem
Desse jeito menino eu não durmo
Levanto, bebo e fumo
Sou um barco pela noite sem rumo
Vou tentando mudar o prumo
Antes que o dia amanheça
Para iluminar a todos
Para executar os sonhos
Para confundir ainda mais a cabeça
Existe um lugar no fundo desse mar
Onde a lua me guarda e me protege de mim
Acho que vou pra lá
Enquanto puder na vegar
Acho que vou descobrir que nada é bom ou ruim
Como todas as coisas são eu sou
Como todas as coisas são você é
Como como todas as coisas comem
Enquanto me come da cabeça ao pé
Sem saber ao certo quanto te quero
E você sem saber o quanto me quer
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