Sangue, papel e caneta
O poeta já vai começar
Manda abrir a cerveja
Também o maço, a moça e o bar
Ele hoje está envenenado
Está sem rumo, sem prumo, sem lar
Mas não é isso que se pinta num quadro
Não revela no retrato um encontro sem par
Nele, mesmo só, se mostra como é de fato
Só alguém que vive de amar
É de verso que ele percebe a falta
Da falta que ela te faz
Como se agora estando em outros braços
Se sentisse abraçado por um pouco de paz
Parece sempre afoguiado, cantarolando
E nem sabia que disso era capaz
Por estar no momento presente
Deixou passado e futuro pra trás
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