A vida é poesia crua, bruta
Que a gente lapida pro papel
Mas não há palavra que possa dizer sem castrar
A beleza infinda do céu
Numa noite salpicada de estrelas
Onde o amor nos queima como a fome
Tão severa e tão enorme
Que nos dá vontade de comê-las
Nos dias em que queimo da febre incurável
Repleta como um rio caudaloso
As palavras são disparadas ao sol
E tem o cheiro do pêlo de um corcel indomável
O mundo é todo meu...
Nos dias em que me tomas domesticada
Chicoteando com força o coração cativo
Choro desesperadamente sem curativo
E toda aquela beleza se esvai em nada
Mas a verdade é que nada se perdeu...
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