quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Aos que suspiram

Um suspiro... e eu piro
Talvez você entenda
Talvez á você dizer não caiba
Talvez você não saiba suspirar
Como suspira as ondas do mar
Debaixo de um céu cheio de estrelas e luar
Assim como suspira o ar
Do vento que corta ruas paralelas
Nos fins das tardes amarelas
Da cidade mais cinza
Suspira a corda ranzinza de um violão
Quando alguém, por qualquer coisa,
Toca uma canção
Para moças que podem ter flores nas janelas
Suspirosas essas, de tantas promessas onde o amor se eternaliza
Ou suspiram por pena, ao contemplar a morte de outras flores
Plantadas no jardim onde pisa
O silêncio da noite é quebrado
Pelo suspiro do nome amado
Nos ouvidos de quem sonha acordado
E esse suspiro é de assombração
Suspira o sol na madrugada
Anunciando a sua chegada
Por mais que a noite se mostre manhosa
E suspire, estilosa, a madrugada
Suspiro não é palavra
Dito no ouvido deixa tonta
Porque o suspiro é o que fala
Quando a palavra não dá conta

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