Acho que morri na tua vida
Então me diga como foi o funeral
Você chorou e carregou o meu caixão?
Ou só acompanhou de longe o pessoal?
De vez enquando carrego corrente na tua casa
Faço um barulhinho pra anunciar minha presença?
Ou estou mesmo é muito bem enterrada
Estou mais morta do que muita gente pensa?
Isso dá samba porque samba é coisa alegre
Isso dá samba porque samba rola á toa
Mas na verdade queria que pegasse leve
Não desejo isso pra nenhuma pessoa
Deixei de existir pra você, saí sem querer da sua vida
Ainda por cima me pego a doer
Enquanto você nem liga
Faço samba, faço hora, brinco e disfarço o rancor
Enquanto a vida te presenteia com outro amor
Não vou chorar porque chorar não adianta
Lágrima milagrosa é só de santa...
Vou é sambar, beber e cantar
Tentar pegar armas com as quais possa te matar
Juro que só seguro a cuíca na mão
Porque mão não é lugar de coração
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Arquivo do blog
-
▼
2008
(50)
-
▼
janeiro
(14)
- Festim surpresa
- Reencontro
- Tarde cinza, tédio em brasa, café demais
- Até que enfim o fim de caso
- Proposta
- Samba canção
- Aos que suspiram
- Doenças retro-aditivadas
- Quando a semente germina
- Brilhantina e saia de bolinha
- Cidadã
- Mandinga de amor que precisa morrer
- Sentindo falta do Amarante
- Entorpecida de verão
-
▼
janeiro
(14)
Nenhum comentário:
Postar um comentário