segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Sentindo falta do Amarante

Mentira...
Feito um Tufão sem ira
A gente só se mira
E se atira sem saber
Por falta de lugar
Por falta da espera
De alguém e de um pouco de ar
Sei lá
Pra que tanta primavera
Quem pode gostar
Tanto de flores
Colhendo, sem plantar
Pra que tanta realidade
Quem liga pra verdade
Se tem eu de cá, você de lá
Prontos pra inventar
Criar situação
A gente não aguenta não
Essa falta de graça
Falta trilha sonora
Bem no meio da praça
Onde a multidão vai passar
Não diz palavra alguma
Coisa nenhuma
Que possa desmoronar
Ou se perder, ou se quebrar
Me dá, somente esse espuma
Que logo se acumula
Nas fábulas....
E no canto da tua boca
Quando se empenha louca
Em fantasiar
Me leva pras alturas
Longe do céu das demais criaturas
Me mata com a doçura
Do que existe sem se concretizar
Pra que provar, pra que?!
Perder tempo em se auto afirmar
Basta ser o que é e será
Pode mudar quando a luz apagar
Voltar a acender
Numa nova razão pra arder
Cada vez mais combustível pra queimar

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