Vem pisando firme, num passo de dança
Pelas ruas ensolaradas do Brasil, tão tropical
Tomada pelo batuque dos índios, negros e brancos acoplados
Passa pelas calçadas, passa por gente e semáforos
É uma onda sensual de calor, é o verão que faz sangue ferver
E ando muito louca para lhe dizer que nossa amizade é uma mentira
Que ou você me pega ou você me atira no meio desse carnaval
Carnaval de rua, carne crua, carne nua
Se pôde me classificar como uma buceta difícil
Nunca realmente constatou as amabilidades de meu bem querer
Tenho pernas também, tenho braços também, tenho cabeça
E quando ela pensa melhor, percebe que quer muito te esquecer
Já esqueceu um pouco, bem mais do que pensou que poderia
Necessita outra fantasia para desfilar ao som da bateria
No compasso de outro coração, apertando o passo, encaixando o abraço
Preenchendo o espaço onde não quis caber
Talvez não lhe caiba ser esse tudo que me agrada
Ainda bem
E ando muito louca para lhe dizer que nossa amizade é uma mentira
Mas que na verdade, só ela é o que existe entre nós
Uma linha tão imaginária quanto o Equador
Se a gente se distrai, ela fecha a porta e sai
E o que nunca esteve aqui não volta mais...
Tudo bem
Entorpecida de verão, eu vou até a próxima estação
Deixa esse trem me levar
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Arquivo do blog
-
▼
2008
(50)
-
▼
janeiro
(14)
- Festim surpresa
- Reencontro
- Tarde cinza, tédio em brasa, café demais
- Até que enfim o fim de caso
- Proposta
- Samba canção
- Aos que suspiram
- Doenças retro-aditivadas
- Quando a semente germina
- Brilhantina e saia de bolinha
- Cidadã
- Mandinga de amor que precisa morrer
- Sentindo falta do Amarante
- Entorpecida de verão
-
▼
janeiro
(14)
Nenhum comentário:
Postar um comentário