Se eu olhar nos teus olhos sei que desisto
Mas enquanto escuto só suas palavras, eu insisto
Pulei sete ondas, comi sete uvas, sete cores para o reveillon
Me agarrei na promessa de que mais que de pressa
Nesse ano novo não entraria no jogo
Quase tenho a certeza de que não vou cumprir
Por isso fiz oferenda também para Iêmanjá
Enchi ela de prendas e flores no mar
E sei que só te esqueço se ela mandar outro pra eu amar
Amor por amor dá amor mesmo... e daí?!
No fundo, ninguém merece uma coisa assim
Começo a pensar que foi tolice tentar te afastar
Quando, na verdade, devia ter te pedido pra mim
Se seu coração não fosse lugar de outra moça
Isso já tinha se resolvido
Se eu não sou melhor que ninguém e ele já sabe que me tem
Deve amar á ela, por isso não fica comigo
Devo procurar, então, o que me convém
Com o pouco de dignidade que ainda me tem
Espero que não venha com esse papo de sermos amigos
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Arquivo do blog
-
▼
2008
(50)
-
▼
janeiro
(14)
- Festim surpresa
- Reencontro
- Tarde cinza, tédio em brasa, café demais
- Até que enfim o fim de caso
- Proposta
- Samba canção
- Aos que suspiram
- Doenças retro-aditivadas
- Quando a semente germina
- Brilhantina e saia de bolinha
- Cidadã
- Mandinga de amor que precisa morrer
- Sentindo falta do Amarante
- Entorpecida de verão
-
▼
janeiro
(14)
Nenhum comentário:
Postar um comentário