segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Dois corpos, espaço e tempo

Você está tão atrasado, baby
Tanto que nem pode imaginar
Não é tão complexo assim
Seu corpo ficar convexo ao meu
Prefiro acreditar que você se perdeu
Enquanto fazia de conta que não me procurava
Uma bobagem bem fundamentada
Mas que deu em nada
Só pra fazer parecer que eu ia antecipar
Enquanto fingia
Eu sorria, imaginando nossas histórias
Que são pra nunca mais
Foram para mim
E você não pode desfrutar, que pena...
Não vais chegar antes que eu saia de cena
Como disse, sou uma estrela
Diante dos seus olhos está a luz
Que refleti à muitos mil anos atrás
Admira daí, de longe
Talvez quando resolver viajar pra me ver
Quando estiver sonhando em me tocar
Eu nem exista mais
Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço
Todo mundo sabe, mas poucos puderam comprovar
Isso me leva a concluir
Que somos parecidos demais
Até mesmo pra coexistir...
Sem a paciência que Deus prometeu me dar
Antes mesmo de nascer
Me faço esperar
Está tão atrasado, baby
Considero que não chegue e considero que não ame
Mesmo que ainda nem saiba
Pena que pra sempre é tempo demais
O tempo de agora pode não ser suficiente pra você chegar
Enquanto eu ainda esteja
Quanto mais a oportunidade pra pensares melhor
Ou voltar atrás?!
Essa não existe mais.

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