quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Quase tão louca quanto Ana Maria


Cortem a cabeça do bobo da corte
Acabem de vez com as suas macaquices
Pois se tentamos mascarar nossas tolices
Ele as coloca em evidência no salão
Enquanto a cabeça rolar pelo chão
Talvez ele se sentirá feliz
Pois conseguimos enfim entender
A mensagem...
O bobo é, literalmente, o bobo de nós
A corte
Imitando a corte, caricaturando,
Sem que possamos nos perceber
Fazendo-nos rir e tripudiar de nós mesmos
Eis a nobre e digna missão deste palhaço
Refletir em si o que não vemos em nós
Nos colocar frente a frente, sem causar embaraço
No entanto, á quem chore a encontrar o palhaço
Quem consegue ver com clareza ao que ele se presta
Que tolo sou eu... que tolo sou eu...
Pena que quando olho por essa aresta
Vejo que a alegria que ele causa, em mim se perdeu
Não posso olhar nos olhos dele agora
Um de nós vai ter que ir embora
Sem dar muita explicação
Enquanto ele se apresenta, deixo o salão
Espero que um dia a cabeça do bobo da corte
Alguém possa cortar
Pois... diante dos fatos... eles rodopiam em minha mente
Dentro da cabeça que vou guilhotinar

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