segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Para a ovelha tranquila


Minha minha se vai

Lá pro Paraguai

Vai pra lá

Chorar no Paranoá

Sou a brisa que seca

Toda lágrima que cai

Mas eu choro também

Quando minha minha sai

Toda despedida parece passagem só de ida

Deixa tão dividida

Que felicidade se distrai

Hora está aqui, hora está pra lá

E quase sempre não sei onde ela está

Fico na estação

Fico em estagnação

Estigmatizada, abalada, dolorida

Entre a alegria da chegada e a dor de sua partida

Se a minha que é tão minha

Já não pode ficar

Se eu que sou tão sua não posso ir

Basta que comecemos a inventar

Melhores formas de nos despedir

Só não peça para não chorar

Como não proiba de de repente sorrir

Se um pé de vento não me levar pra lá

É um pensamento que trará ela aqui...

2 comentários:

Anônimo disse...

Voce é mesmo uma artista!
Vai em frente...estou orgulhosa dessa minha sobrinha.

Anna Helena Lanna Martins Vieira disse...

Ah... ela tb é minha sobrinha... linda. Uma batalhadora. Parabéns! Te amo.