sábado, 1 de setembro de 2007

A pequena princesa do pequeno príncipe encontra a rosa também

Veja que meu desejo é a raiz
Onde floresce quase tudo o que eu quis
No entanto, tudo o que bem não saiu
Tudo enquanto é flor que não se abriu
Convertido está, em espinho se transformou
O desejo que não se realizou
Esse espinho que fere
Com ou sem finalidade
A raiz não difere
E assim como nutre pétalas para a flor
Também fortalece do espinho a brutalidade
De certo não há conspiração do universo
Que seja contra ou á favor disso
Mesmo que se note que algumas flores não tem espinho
Acho que é a determinação que escolhe o caminho
Mas não sou como aquele que desiste
E arranca a raiz, por prever a empreitada
Penso que depois de enfileirados de espinho, a flor existe
Coloco a mão com cuidado
Até quando impossível não sair machucada

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