Veja que meu desejo é a raiz
Onde floresce quase tudo o que eu quis
No entanto, tudo o que bem não saiu
Tudo enquanto é flor que não se abriu
Convertido está, em espinho se transformou
O desejo que não se realizou
Esse espinho que fere
Com ou sem finalidade
A raiz não difere
E assim como nutre pétalas para a flor
Também fortalece do espinho a brutalidade
De certo não há conspiração do universo
Que seja contra ou á favor disso
Mesmo que se note que algumas flores não tem espinho
Acho que é a determinação que escolhe o caminho
Mas não sou como aquele que desiste
E arranca a raiz, por prever a empreitada
Penso que depois de enfileirados de espinho, a flor existe
Coloco a mão com cuidado
Até quando impossível não sair machucada
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Arquivo do blog
-
▼
2007
(55)
-
▼
setembro
(20)
- O ilusionismo
- Gravitacional
- Navego em transe sob um mar revoltoTenho apenas a ...
- Os soldados do rei Dom Sebastião
- Dois corpos, espaço e tempo
- Palavras de Fernandez Miró
- Choco
- Entre girassóis e margaridas
- Miragiando
- Para a ovelha tranquila
- Tão perto e tão longe de ser bobo
- Um dia de paz para sair de si mesmo
- Do alto do céu ao fundo do mar
- 'Put on my dress... I'm going out dancing'
- Quase tão louca quanto Ana Maria
- Quem sabe um dia descubra a verdade. Quem sabe até...
- Entre Cleopatra e Eu
- Meia noite
- Sem título
- A pequena princesa do pequeno príncipe encontra a ...
-
▼
setembro
(20)
Nenhum comentário:
Postar um comentário