
Dar de cara com um ypê amarelo, em flor
É como dar de cara com um imenso sorriso
Que desponta brilhante em meio as cinzas
de uma tarde quase de chuva
Ver nuvens assim, a um passo da chuva
É um agonizar descolorante
Que faz murchar as sementes
De qualquer possível alegria
Pensar em possíveis alegrias
É como ler uma carta ignorando o remetente
Hora se faz por não querer saber
Hora porque já se sabe
E quase sempre, sentimos por não ser
de onde gostaríamos que fosse
Enfim, pensar em ypês,sorrisos,nuvens, chuva e
possíveis alegrias
É nunca pensar naquilo por si só
Afinal, são todas as outras coisas juntas
que não nos deixam soltos no mundo
Para que nada exista sozinho
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