domingo, 21 de outubro de 2007

Tô voltando pra casa


Não quero atenção

Que não me olhem porque estou num momento

Que nem sei

O que se vê nesse meu rosto?

O buraco dos olhos, a pupila pulsante,

Lubrificadora lágrima ou a laciva da insônia?

A boca portadora do sorriso, do grito, de nó

De vômito ou de cantarolar?

O nariz empinante estandarte do brio, do perfume excitante

Ou da corisa que o faz mirar o chão?

Ouvidos que ouvem ou ocos ouvidos de adorno?

Na testa, uma plaquinha que diz

Me mudei daqui.

E quando eu retornar a mim, quero fogos

Fogos de artifício explodindo nos meus orifícios

Essas beldades de cavidades que quero muito amar

Novamente

Haverá festa entre as minhas pernas, os joelhos comentam...

Quem sabe com um convidado especial

Que recepcione bem e que não se demore

Pois quem á casa retorna precisa aproveitar

Precisa redecorar.

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