
Não quero atenção
Que não me olhem porque estou num momento
Que nem sei
O que se vê nesse meu rosto?
O buraco dos olhos, a pupila pulsante,
Lubrificadora lágrima ou a laciva da insônia?
A boca portadora do sorriso, do grito, de nó
De vômito ou de cantarolar?
O nariz empinante estandarte do brio, do perfume excitante
Ou da corisa que o faz mirar o chão?
Ouvidos que ouvem ou ocos ouvidos de adorno?
Na testa, uma plaquinha que diz
Me mudei daqui.
E quando eu retornar a mim, quero fogos
Fogos de artifício explodindo nos meus orifícios
Essas beldades de cavidades que quero muito amar
Novamente
Haverá festa entre as minhas pernas, os joelhos comentam...
Quem sabe com um convidado especial
Que recepcione bem e que não se demore
Pois quem á casa retorna precisa aproveitar
Precisa redecorar.
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