Nunca fui princesa
De toda brincadeira, fui fada
Fui cigana, boneca, borboleta
Nunca fui linda
De toda forma, sempre acanhada
Fui tímida, obscura, um pouco segura
Nunca fui pura
De quando em vez, esta pode ser considerada
minha atitude sincera... a de ser pensada
Nunca fui leve
De qualquer jeito, me deixei levar e foi
bom
E quanto aos amores, devo confessar que
Tomei e continuo tomando no cú
Digo sem mudar de tom, sem me exaltar ou
sem parecer jururu
Pois parece que, para alguns, amar é isso de tomar
no cú,
Engolir á seco, ficar rubra, mascar vários sentimentos
enquanto sorri
Depois, sentar pra escrever e produzir canções de samba,
jazz, rock e blues... outras mais
Produções mais centradas e mais carnavalescas
Saíram das mesmas situações que, mesmo parecendo um tanto
cabulosas, revelam novos prazeres
Que ,por sua vez, nos chegam de mãos dadas com estranhos quereres
Sobre os quais só ousará discutir
Quem se dispôs a sentir o amor
Mesmo sob sua forma mais animalesca
Tomar no cú dia após dia
Nem sempre se faz com alegria
Nem sempre se faz com pesar
Ás vezes, até se pode sentir a falta de tomar
e pastar... pastar... pastar
Ás vezes, fica alternativo demais e parece até mais legal
ser um tanto convencional
Acho que queria experimentar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário